Palco Affetivo

Affeto em Ação



Horários e Locais

26.09 - Quinta 16.33

Local : Família Ribeiro Grassano

Informações contato@projeto33.com

Descrição

Palco Affetivo é a fruição da arte presencial musical de pessoa a pessoa,sensibilidade a sensibilidade.

É a experiência musical concreta e imediata – no momento em que o músico produz o som e o ouvinte a vivencia.

Em um tempo contemporâneo de conectividade acentuadíssima, é o instante do músico realizando a sua arte completamente despojado de qualquer recurso eletrônico que permite as edições sonoras de altíssima qualidade produzidas em laboratório. Na contrapartida, a possibilidade e predisposição também do ouvinte de desligar-se dos aparatos eletrônicos e colocar-se ali - naquele compartilhar – despojado - para vivenciar o Momentum Sonoro.

Não importa o local específico, o espaço físico. Pode ser o instrumento do teatro ou da sala da residência, o piano da sala de aula ou do estúdio. Importante é que tenhamos um ouvinte atento e atencioso – amoroso e acolhedor - para com o trabalho artístico e artesanal do músico.

Fundamental que o contemplador esteja ali, em corpo e alma presenciando a música que está sendo realizada.

É a performance musical presencial realizada – naquele instante para o seu ouvinte mesmo que seja um único.

O Palco Affetivo é inspirado na Teoria dos Afetos do Século XVIII, época da música de Johann Sebastian Bach (1685/1750).

Palco Affetivo é Arte Compartilhada!

Salete Chiamulera


Palco Affetivo
Curitiba, 31 de Março de 2009 (In Memorian – J.S.Bach (1685 /1750)

Ficha Técnica

Projeto 33 - Salete Chiamulera

Obras de J.S. Bach (1685/1750)

Obras de Franz Liszt (1811/1886)


Recital em Homenagem a Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), celebrando a vida e a fé de Sônia Maria Ribeiro Grassano.

Salve dia 26 de Setembro. Dia de São Cosme e Damião

Tudo o que se conhece da vida e do martírio dos santos Cosme e Damião é fruto de devota fantasia e de narrações lendárias e floridas. Sofreram o martírio em Ciro (na Síria), mas não conhecemos a época. Provavelmente durante a perseguição de Diocleciano, nos inícios do século IV. A data de 26 de setembro corresponde provavelmente à dedicação da basílica que o papa Félix IV (526-530) mandou construir em honra deles no Foro Romano; e é ainda meta mais de turistas que de devotos, pelo esplêndido mosaico que lhe decora a abside.

A rica e esplêndida família florentina dos Médici, que por muitos anos dirigiu os destinos da operosa cidade, escolheu ambos como padroeiros, por causa do nome. Que se trate de dois irmãos é simples opinião, fundada na lenda muito difundida acerca dos dois mártires a partir do século V. Através dela, ficamos sabendo que os dois irmãos curavam “todas as enfermidades, não só das pessoas, mas também dos animais, fazendo tudo gratuitamente”.

Não pelos seus serviços gratuitos mas pela sua profissão, foram escolhidos patronos dos médicos e dos farmacêuticos. Uma única vez, prossegue a lenda, Damião, contrariando a regra de caridade, aceitou a remuneração de uma mulher por ele curada, de nome Paládia, e isto provocou severa bronca da parte do irmão, que protestou não querer ser sepultado ao lado dele, após a morte. Deve ter havido testemunhas do fato, porque após a decapitação deles, os cristãos pensaram em sepultar seus corpos um pouco longe um do outro. Mas um camelo, assumindo voz humana, bradou em alta voz que unissem os dois irmãos, porque Damião, aceitando o modesto honorário oferecido por Paládia, fizera-o em nome da caridade para não humilhar a senhora.

O prodígio não deve ter maravilhado os presentes, que talvez tenham assistido ao martírio dos dois irmãos: condenados à lapidação, as pedras voltavam contra os perseguidores; foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com setas, mas “os dardos voltavam para trás e feriam a muitos, porém os santos nada sofriam”. Foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos e somente assim os dois mártires, juntamente com outros três irmãos, puderam prestar seu testemunho a Cristo.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.